António de Almeida Coutinho e Lemos (Várzea de Trevões, Trevões, São João da Pesqueira, 21 de setembro de 1818 – Rua de Cedofeita, Cedofeita, Porto, 3 de março de 1869) foi um nobre, político e empresário português, feito 1.o Barão do Seixo a 19 de julho de 1845.

Início de vida e juventude António de Almeida Coutinho e Lemos nasceu a 21 de setembro de 1818, presumivelmente na Casa do Adro, na Várzea de Trevões, concelho de Trevões (atual concelho de São João da Pesqueira) em Viseu, província da Beira Alta. Batizado a 28 de setembro, era filho de Miguel de Almeida Caiado, também ele natural de Trevões, e de Ana Cândida de Azevedo e Lemos, natural das Várzeas do mesmo concelho, casamento esse que gera sete filhos. Descendente de uma velha família da nobreza local, a sua família detinha várias propriedades e terrenos na região. António passa a sua infância e juventude na sua terra natal, até se ter mudado, após a Guerra Civil Portuguesa, para a cidade do Porto, em 1836. Presume-se, que nesta altura, vai viver na rua de trás da Sé.

Casamento e descendência No Porto, conhece a sua futura esposa, Carolina Rosa Ribeiro de Faria, casando-se com ela no Porto, a 23 de fevereiro de 1845, no entanto, sem comunhão de bens. Do seu casamento, terá sete filhos:

Carolina de Almeida Coutinho e Lemos (31 de janeiro de 1847 – 21 de dezembro de 1925); Miguel de Almeida Coutinho e Lemos (12 de janeiro de 1848 – 28 de janeiro de 1868); Jorge de Almeida Coutinho e Lemos (4 de março de 1850 – 30 de janeiro de 1926); Leopoldo de Almeida Coutinho e Lemos (2 de setembro de 1851); Ana Alexandrina de Almeida Coutinho e Lemos (27 de janeiro de 1853); Francisco; Maria Francisca;

Vida Profissional Em meados do século XIX, múltiplas famílias dividiram a sua vida e a sua atividade profissional entre a cidade do Porto, onde o vinho fino era envelhecido e comercializado, representando uma parcela das exportações portuguesas, e a região do Douro, onde se localizavam as quintas que o produziam, com o recurso a jornaleiros nacionais e estrangeiros, estes provenientes sobretudo da Galiza. Também António d ́Almeida Coutinho e Lemos, Barão do Seixo, dividiu a sua curta vida entre a região do Douro, onde se encontravam as suas origens e a cidade do Porto, onde passou a residir. Na sequência da morte do seu pai, Miguel Almeida Caiado, herdou a Quinta do Seixo. Foi Diretor da Associação Comercial do Porto no ano de 1852, de 1858 a 1861 e ainda de 1866 a 1867. Nos anos de 1867 e 1868, verificamos que, à época o Barão do Seixo foi Presidente do Banco União, localizado na Rua de D. Fernando, edifício da Bolsa. António de Almeida Coutinho e Lemos foi senhor da Casa do Adro em Trevões, de sua família, da Quinta do Seixo, e da Quinta do Cachão, tendo sido o seu fundador, ostentava o estatuto de “grande comerciante e proprietário no Douro”. Com efeito, exerceu como presidente da direcção da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro entre 1858 e 1867, posição que era considerada como uma das mais importantes no comércio dos vinhos do Porto. Foi igualmente condecorado com o grau de cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada. O Barão do Seixo era produtor de vinho, água-pé e azeite e contratava trabalhadores para trabalharem as suas terras. A comprová-lo, encontrámos referência à existência nas suas propriedades de potes de ferro para a comida dos trabalhadores, mantas para os mesmos, enxofradeiras de borracha, recipientes de folha de lata como tigelas e almotolias, candeias, ferros do monte e ferramentas de uso da quinta, toneis para vinho, toneis para água-pé, cascos de pipas, louça miúda e utensílios dos armazéns, louça de cozinha para fogão de ferro, camas de ferro com os seus colchões, arcas de pau forradas de lata. Por um rótulo existente no Arquivo da Sogrape verificamos que o nome da Empresa do Barão do Seixo se chamava Quinta do Seixo e que a referida empresa participou numa Exposição Universal, tendo sido “premiado com a Medalha de 1a Classe na Exposição Universal de Paris de 1855”.

Morte António de Almeida Coutinho e Lemos morreu vítima de doença prolongada pulmonar, com cinquenta anos, às oito da manhã do dia a 3 de março de 1868, na rua da Cedofeita, número 349.

Notas

Referências