Identificação precoce do tumor eleva taxa de cura para até 90%, enquanto tabagismo responde pela maior parte dos casos registrados

13 out 2026 - 18h07

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- Por: Portal Terra

Resumo

O câncer de pulmão registra 32,5 mil novos casos e 28 mil mortes anuais no Brasil. Causada majoritariamente pelo tabagismo e por exposições ocupacionais, a doença tem até 90% de chance de cura se detectada precocemente, mas 70% dos diagnósticos são tardios. Sintomas como tosse persistente e falta de ar sinalizam o avanço do tumor, tratado com cirurgia, quimio, radioterapia e imunoterapia. Especialistas defendem o rastreamento preventivo via tomografia para reduzir a mortalidade e o impacto socioeconômico.

Papa Leão XIV passou pela cirurgia

Foto: Getty Images

O papa Leão 14, de 71 anos, passou por uma cirurgia hoje nesta terça-feira, 13. Logo após, o Vaticano divulgou um diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão.

Mas o que é o câncer de pulmão e qual sua chance de cura?

O câncer de pulmão é uma neoplasia maligna respiratória com possibilidade de cura de 80% a 90% em estágio inicial. A taxa foi apontada pela oncologista Clarissa Baldotto, presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica, segundo matéria divulgada pela Agência Estado em 2023.

A probabilidade de recuperação depende do momento em que a doença é identificada pelos médicos. Cerca de 70% dos diagnósticos ainda ocorrem em fase tardia no sistema de saúde.

O Instituto Nacional de Câncer calcula uma ocorrência anual de 32,5 mil novos casos no Brasil. No território nacional, a enfermidade provoca aproximadamente 28 mil mortes a cada ano.

O que causa o câncer de pulmão?

O tabagismo é o principal agente etiológico e responde por 75% a 85% de todos os registros clínicos.
A taxa de mortalidade entre fumantes habituais chega a ser 15 vezes superior em comparação a indivíduos que nunca fumaram, enquanto ex-fumantes mantêm probabilidade quatro vezes maior. Elementos como enfisema pulmonar, bronquite crônica, infecções respiratórias repetidas, fatores genéticos e oscilações nos níveis de vitamina A complementam o quadro de risco.
Exposições ocupacionais também motivam o aparecimento de nódulos malignos nos tecidos pulmonares. A inalação de partículas durante a queima da cana-de-açúcar, a instalação de telhas de amianto e o contato com poeiras de sílica, urânio e asbesto ampliam a vulnerabilidade de trabalhadores de 50 a 70 anos.
Quais sintomas indicam o avanço do tumor?
Tosse persistente, falta de ar e dores torácicas constituem as queixas mais comuns relatadas aos especialistas. Em fases primárias, a manifestação costuma ser silenciosa, embora cerca de 15% das detecções aconteçam de maneira incidental durante avaliações clínicas de rotina.
O quadro clínico avançado pode ocasionar escarro com presença de sangue, episódios de pneumonia recorrente, perda de apetite, fraqueza contínua e rouquidão. Fumantes habituais frequentemente notam alteração no ritmo tradicional da tosse com crises em horários atípicos.
Como funciona o tratamento contra a doença?
O combate terapêutico engloba cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo coordenadas por equipe médica multidisciplinar. Abordagens modernas associam fármacos imunoterápicos para fortalecer as defesas orgânicas sem provocar queda capilar, além de radiocirurgia em situações específicas.
Sociedades médicas nacionais defendem o rastreamento periódico via tomografia com baixa dosagem de radiação em públicos prioritários de 50 a 80 anos. A intervenção busca reduzir o custo indireto de R$ 1 bilhão gerado pela perda de produtividade dos enfermos, montante avaliado pelo Insper com apoio da AstraZeneca.
*Com informações da Agência Estado
Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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