Felipe Lucas (Rio Azul, 6 de setembro de 1944) é um médico e político brasileiro. Especializado em ginecologia e obstetrícia, radicou-se em Irati, onde exerceu a medicina e ingressou na vida pública. Foi vereador do município entre 1989 e 1992, prefeito entre 1993 e 1996, deputado estadual do Paraná em diferentes períodos e candidato a vice-prefeito de Irati em 2020.
Biografia Felipe Lucas nasceu em Rio Azul, no sudeste do Paraná, em 6 de setembro de 1944. Formou-se em Medicina em 1974, na Faculdade Evangélica do Paraná, e especializou-se em ginecologia e obstetrícia no Hospital e Maternidade Santa Brígida, em Curitiba. Iniciou a carreira médica em São Carlos do Ivaí e, em 1977, transferiu-se para Irati, onde passou a atuar na Santa Casa e em outros municípios da região centro-sul do estado. Casou-se com a pedagoga Marisa Massa Lucas, com quem teve três filhos. Em 2024, recebeu homenagem do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) pelo jubileu de ouro profissional, relativo a 50 anos de atividade médica.
Carreira política Iniciou a trajetória política como vereador em Irati. A relação oficial da Câmara Municipal o inclui na legislatura de 1.o de janeiro de 1989 a 14 de dezembro de 1992. Nas eleições municipais de 1992, foi eleito prefeito de Irati pelo PDT, com 17.425 votos, derrotando Orlando Agulham Júnior, do PMDB, que recebeu 7.683 votos. Seu mandato à frente do Executivo municipal transcorreu entre 1993 e 1996. Disputou novamente a prefeitura de Irati em 2000, pelo PPS, ficando em segundo lugar, com 8.458 votos (29,21% dos votos válidos), atrás de Antonio Toti Colaço Vaz, eleito com 12.456 votos. No plano estadual, foi suplente da bancada do PPS e exerceu mandato na Assembleia Legislativa do Paraná entre 2003 e 2004, quando substituiu a deputada Arlete Caramês. Em 2006, foi eleito deputado estadual. Em fevereiro de 2007, tornou-se 3.o vice-presidente da Mesa Executiva da Assembleia Legislativa para as sessões legislativas de 2007 e 2008. Em 2010, obteve 31.080 votos para deputado estadual, ficando na terceira suplência de seu partido. Em 8 de abril de 2014, voltou a tomar posse na Assembleia Legislativa, no lugar de Alceu Maron Filho, após definição do Tribunal Superior Eleitoral. No mesmo ano, atuou como relator da CPI da Saúde Psiquiátrica da Assembleia Legislativa. Nas eleições municipais de 2020, foi candidato a vice-prefeito de Irati na chapa encabeçada por Emiliano Gomes (PSD), então filiado ao Cidadania. A chapa terminou em segundo lugar, com 10.577 votos e 32,69% dos votos válidos. Segundo o perfil mantido pela Assembleia Legislativa, também foi presidente do diretório municipal do PPS em Irati.
Atuação junto à comunidade ucraniana Felipe Lucas teve atuação pública ligada à comunidade ucraniano-brasileira no Paraná. Em 2008, recebeu homenagem do governo da Ucrânia, segundo a Assembleia Legislativa. Em 2021, foi homenageado pela Assembleia Legislativa durante sessão alusiva aos 130 anos da imigração ucraniana no Brasil.
Homenagens Em dezembro de 2024, recebeu o título de Cidadão Honorário de Irati em sessão solene da Câmara Municipal.
Controvérsias
Incidente nas eleições municipais de 2024 Em outubro de 2024, Felipe Lucas foi citado em reportagens da imprensa local e regional sobre uma confusão ocorrida após debate eleitoral promovido pela Rádio Najuá em Irati. Segundo relatos de testemunhas reproduzidos pelas matérias, ele teria ofendido verbalmente a candidata a vice-prefeita Larissa Mazepa; a agressão física noticiada no episódio foi atribuída ao assessor de campanha Acácio Leite. O caso resultou em boletim de ocorrência, e a candidata realizou exame de corpo de delito. Segundo a Folha de Irati, a campanha de Rafael Lucas contestou a versão apresentada pelos denunciantes e afirmou que as acusações eram falsas.
Processo judicial em 2026 Em abril de 2026, Felipe Lucas tornou-se réu pelo crime de violação sexual mediante fraude, após investigação da Polícia Civil do Paraná e denúncia oferecida pelo Ministério Público, em caso ocorrido em Irati. Segundo a apuração policial divulgada pela imprensa, a investigação teve origem na denúncia de uma paciente de 24 anos, relativa a atendimento realizado em fevereiro de 2026. A defesa do médico negou irregularidades e afirmou que apresentaria sua versão dos fatos no processo, que corre sob sigilo de justiça.
Ver também Irati (Paraná) Assembleia Legislativa do Paraná
Referências

