As Forças de Ações Especiais (em castelhano: Fuerzas de Acciones Especiales de la Policía Nacional Bolivariana, FAES) são um comando de elite da Polícia Nacional Bolivariana criado em abril de 2016. Em 2019, contavam com cerca de 1 300 agentes. A FAES inclui a Unidad de Operaciones Tácticas Especiales (UOTE), uma unidade tática policial. A FAES tem sido acusada de atuar como instrumento político de Nicolás Maduro, bem como de funcionar como um esquadrão da morte e de reprimir a oposição.
História As denúncias de ONGs locais e organizações internacionais contra a Operação de Libertação do Povo forçaram o governo de Nicolás Maduro a abandonar essa política de segurança, mas mantiveram a mesma dinâmica em uma força distinta, as Forças de Ações Especiais (FAES). Segundo Luis Izquiel, especialista em segurança cidadã, a FAES resultou em violações de direitos humanos "iguais ou piores". A FAES tem sido acusada de atuar como instrumento político de Nicolás Maduro, bem como de funcionar como um esquadrão da morte e de reprimir a oposição. Entre maio e novembro de 2017, das 403 mortes em que as forças de segurança participaram na Área Metropolitana de Caracas, 124 (31%) foram atribuídas à FAES, que, ao mesmo tempo, foi responsável por 62% das mortes causadas pela Polícia Nacional. A PROVEA, organização venezuelana de direitos humanos, denunciou a FAES por matar mais de 100 pessoas em bairros de baixa renda nos seis meses anteriores a janeiro de 2019, durante os protestos na Venezuela. Em 5 de julho de 2019, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, divulgou um relatório apresentando evidências do assassinato de pelo menos 6 800 venezuelanos entre janeiro de 2018 e maio de 2019 por várias forças de segurança, incluindo a FAES. O relatório documentou casos de tortura, incluindo afogamento simulado e choques elétricos. O regime considerou o documento "tendencioso". Bachelet incluiu entre as recomendações do relatório a dissolução da FAES e a abertura de uma investigação independente sobre suas ações. Poucos dias após a publicação, Nicolás Maduro apareceu publicamente com agentes da FAES, elogiando-os. Embora o governo de Maduro tenha alegado que o relatório estava repleto de "falsidades", trabalhou com o gabinete de Bachelet. Em uma atualização de setembro de 2020 sobre a situação de direitos humanos na Venezuela, Bachelet voltou a destacar as ações da FAES e informou que, segundo o Ministério Público, setenta agentes da FAES haviam sido indiciados em vários estados.
Equipamentos
Beretta Px4 Beretta M92 Glock 17 Heckler & Koch MP5 AK-103 AR-15 Carabina M4
Na cultura popular O documentário de 2019 Colateral, dirigido pela jornalista venezuelana Lucrecia Cisneros, explora as consequências das execuções extrajudiciais na Venezuela por forças de segurança, incluindo a FAES.
Referências
Leitura adicional Galavís, Natalia Gan (2020). «Rule of law crisis, militarization of citizen security, and effectson human rights in Venezuela». European Review of Latin American and Caribbean Studies. 109: 67–86. doi:10.32992/erlacs.10557 Mijares, Victor M (2022). «Venezuela: A revolutionary petrostate under stress». In: Wade, Christine J.; Kline, Harvey F. Latin American Politics and Development 10th ed. United Kingdom: Taylor & Francis. pp. 223–246. ISBN 9781000620559. doi:10.4324/9781003223351-16 Tremaria, Stiven (2022). «Policing and Autocratisation in Bolivarian Venezuela». Bulletin of Latin American Research. 41 (1): 159–174. doi:10.1111/blar.13298

