Com as portas abertas para alianças com antigos adversários políticos, o candidado ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) aposta no apoio dos parlamentares de esquerda eleitos no primeiro turno para ganhar a eleição de 2026. O petista revelou o plano durante entrevista para a Rádio CBN Brasília, na manhã desta terça-feira (6/10).No primeiro turno, realizado no domingo (4/10), Celina Leão (PP) teve 825.530 votos (49,93% dos válidos), enquanto Grass recebeu 569.930 (34,47%). O DF teve 74.774 (4,11%) votos em branco e 89.910 nulos (4,95%). As abstenções, quando a pessoa não comparece à votação, chegaram a 426.067 (18,99%).“Nossa bancada aumentou, não só em quantidade, mas também melhorou. Porque tem lideranças muito bacanas que chegaram e as que são excelentes permaneceram. A gente tem ali no PT, a eleição do Gabriel [Magno], do Chico [Vigilante] e do Ricardo [Vale], que são deputados de base, são deputados populares de rua”, afirmou Grass. Leia também Distrito FederalGrass mira votos nulos, brancos e de rivais para vencer segundo turno no DF Distrito FederalCappelli declara apoio a Leandro Grass no segundo turno da disputa pelo GDF O petista também destacou a reeleição de Max Maciel (PSol), como o distrital mais votado, e Keka Bagno (PSol), a primeira mulher negra eleita na história da Câmara Legislativa (CLDF). Para Grass, as duas lideranças jovens têm uma conexão importante com a juventude e com as mulheres.Segundo Grass, Dayse Amarilio (PSB) é uma servidora da saúde e Múcio Botelho (PSB) é um jovem deputado, com excelente capacidade de comunicação. “Esse time está comigo e a gente vai trabalhar junto para alcançar todas as bases, as áreas, os grupos que eles têm essa capacidade”, completou.Câmara dos DeputadosO petista ressaltou a importância dos parlamentares eleitos na Câmara dos Deputados. Para Grass, Fábio Felix (PSol), o deputado mais votado pelo DF, tem um trabalho de denúncia muito importante em defesa de Brasília. O ex-governador, Agnelo Queiroz (PT) tem experiência e muitos eleitores em várias cidades.Reginaldo Veras (PV) é amigo de Grass e tem uma relação direta com a educação. “Tenho dialogado com todos os deputados eleitos, os que não foram eleitos também, mas que estão se somando a nós, porque, reafirmo, não é mais uma disputa entre um grupo político e outro, entre um partido e outro, entre uma ideologia e outra”, disse.Adversários políticosGrass mantém dialogo com os adversários políticos do primeiro turno. O ex-concorrente Ricardo Cappelli (PSB) anunciou apoio direto ao petista. O progressista espera conseguir declarações semelhantes de José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo).Grass mira três grupos para virar a eleição. Primeiro, os eleitores dos antigos adversários. Em segundo, quem desistiu de votar no primeiro turno. Em terceiro, o petista quer consquistar os votos brancos e nulos.“Não é mais disputa entre a esquerda e a direira. É uma disputa por Brasília”, ressaltou.O pestista também pretedente destacar as obras do governo federal no DF, a exemplo do Instituto Federal de Educação, em construção em Ceilândia.










