A Igreja Matriz de São João Batista em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, é um bem tombado pela prefeitura do município supracitado pela sua importância cultural para a cidade. O bem fica localizado na Praça 28 de Setembro, no Centro da Cidade. A Paróquia São João Batista foi criada em 1810. A igreja começou a ser construída em 1907 e teve sua obra finalizada em 1917. Entre os anos de 1973 e 1979, ela sofreu uma reforma interna de grande porte. Nesta, foram retiradas suas colunas laterais da nave central e, consequentemente, ampliando seu altar principal, na tentativa de possibilitar o aumento do seu espaço interior. para mais, os forros também foram trocados.
História A origem do município de Visconde do Rio Branco está ligada aos indígenas croatos, cropós e puris, grupos Goitacás procedentes do litoral fluminense que, no fim do século XVIII, migraram pelos vales do rio Paraíba do Sul e de seus afluentes — os rios Pomba e Muriaé — até se fixarem nas cabeceiras dos rios Xopotó e Bagres. O povoado que ali surgiu recebeu, ao longo do tempo, diferentes denominações, entre elas Xopotó dos Coroados, Aldeia do Presídio e São João Batista do Presídio, antes de adotar o nome atual. A denominação São João Batista do Presídio devia-se ao fato de o local ter sido escolhido pela Capitania para abrigar presos, funcionando como presídio no início do século XIX; os croatos, por sua vez, extinguiram-se como grupo na década de 1870. A catequese dos croatos coube a missionários como os padres Francisco da Silva Campos e Ângelo da Silva Pessanha, e contou ainda com a ação do civilizador Guido Thomaz Marlière. Já em 1730, as autoridades da Capitania haviam tomado medidas voltadas à aproximação e à catequese desses indígenas. A Paróquia de São João Batista foi criada em 1810 e, desde então, atende à comunidade católica local.
A reforma de 1973–1979 A igreja matriz começou a ser construída em 1907 e teve a obra concluída em 1917. Entre 1973 e 1979, passou por uma grande reforma interna, na qual foram retiradas as colunas laterais da nave central — o que ampliou o altar-mor e o espaço interno — e substituídos os forros. Segundo os registros do processo de tombamento, essas alterações provocaram grande desconforto na população, que ainda hoje se lamenta da descaracterização do templo. O antigo altar, retirado durante as obras, passou a ser guardado no Museu Municipal da cidade.
Origem do nome O nome atual do município é uma homenagem ao estadista José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco. Do fim do século XVIII até 1945, a localidade teve diversas denominações — como Xopotó dos Coroados, Aldeia do Xopotó e São João Batista do Presídio —, que ao longo do tempo geraram confusões e foram sucessivamente alteradas até a forma atual. A forma definitiva do topônimo consolidou-se em meados do século XX, encerrando a sucessão de mudanças anteriores.
Paróquia A matriz é sede da Paróquia de São João Batista, integrante da Diocese de Leopoldina. Dedicada a São João Batista, a igreja preserva sua função religiosa e mantém-se como um dos principais marcos do centro da cidade. O imóvel é tombado pela prefeitura municipal em razão de sua importância cultural para Visconde do Rio Branco.
Referências
Ligações externas