Caminhonetes Hilux e SW4 furtadas no Distrito Federal por um grupo criminoso eram levadas para áreas rurais de cidades do interior de Goiás e vendidas a valores muito abaixo de mercado para serem usadas em pequenas propriedades. O esquema é alvo da Operação Rota 060, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), nesta quinta-feira (8/10). Até o momento, a polícia identificou 11 ocorrências vinculadas a um dos chefes do grupo.Antes de seguir para o Goiás, os veículos passavam por um período de “esfriamento”. As caminhonetes eram mantidas guardadas para reduzir o risco de serem localizadas antes do transporte.“Identificamos pessoas também recrutadas para manter esses veículos guardados, esfriando – a gíria normalmente utilizada – para poder, então, transportar as caminhonetes até o estado de Goiás”, explicou o delegado e diretor da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Fabio Souza.“A linha de investigação que a gente está seguindo é que essas caminhonetes tinham destino na zona rural de cidades do interior de Goiás”, acrescentou.4 imagensFechar modal.1 de 4A PCDF deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valorMaterial cedido ao Metrópoles2 de 4Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em GoiásMaterial cedido ao Metrópoles3 de 4Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumadosMaterial cedido ao Metrópoles4 de 4A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026Material cedido ao MetrópolesAs análises também indicaram que os valores pagos pelas caminhonetes eram muito inferiores ao preço de mercado. “O que a gente percebeu nas nossas análises é que os valores eram bem abaixo de mercado. Esse grupo, por exemplo, existem situações que a gente estima que eles tenham passado esses veículos por R$ 20 mil para o atravessador”, disse o delegado.A polícia identificou ainda pessoas responsáveis por alugar veículos usados como apoio durante os crimes. Esses carros eram empregados na logística da quadrilha, enquanto outros integrantes ficavam encarregados de abrir as caminhonetes e fazer a ignição. Leia também Na MiraAmor, viagens e crime: o casal que comandava quadrilha o “Império da Hilux” Na MiraImpério da Hilux: PCDF desmantela bando que furtava veículos de luxo no DF Minas GeraisPM recupera Hilux um dia após furto e descobre esquema de clonagem de veículos Na MiraHomem rouba Hilux e é preso após fuga, tiros e acidente na DF-001 Segundo Fabio Souza, a organização conseguia dividir as tarefas entre diferentes integrantes para executar os furtos e retirar os veículos do Distrito Federal.Início das investigaçõesA investigação ganhou força após a prisão de uma das lideranças, em agosto deste ano, depois que uma caminhonete furtada no Parque Sul foi recuperada. Na ocasião, três envolvidos foram presos, entre eles o apontado como chefe do grupo, que acabou liberado em audiência de custódia.“Essa prisão levou a identificação dos demais integrantes e que a gente acredita estar desarticulando o grupo na data de hoje”, disse.Ao todo, a PCDF cumpriu 10 mandados de prisão durante a operação. Sete foram efetivados e três investigados estão foragidos. “Nós tínhamos os responsáveis pela abertura das caminhonetes e ignição delas. Nós tínhamos as pessoas responsáveis pela locação dos veículos utilizados como apoio operacional na prática criminosa.”A organização também contava com pessoas responsáveis por guardar as caminhonetes após os furtos. Os veículos passavam por um período de “esfriamento” antes de serem transportados para Goiás.Entre os presos estão Anderson Rodrigues e Andresa Tayna, o casal comandava a quadrilha. Segundo Fabio Souza, Anderson era o chefe do grupo e tinha conhecimento técnico para abrir e dar partida nas caminhonetes. Ele também fazia a articulação com um atravessador em Goiás e participava da escolha dos alvos.“O chefe do grupo era quem detinha a expertise, o treinamento técnico para a abertura e a ignição da caminhonete”, afirmou.Andresa Tayna, por sua vez, teria utilizado os próprios dados para alugar os veículos empregados como apoio durante os crimes e cedido contas para o recebimento dos valores obtidos com os furtos.“A companheira dele utilizava os seus dados para fazer a locação dos veículos empregados nesses crimes e também cedia suas contas para recebimento dos pagamentos do lucro aferido com o crime”, disse.Segundo Fabio Souza, os investigadores identificaram diferentes funções dentro da organização, desde a abertura e ignição das caminhonetes até a locação dos veículos de apoio e a guarda dos automóveis furtados. A polícia acredita que o grupo utilizava essa divisão de tarefas para transportar os veículos até Goiás após o período de “esfriamento”.Os investigados são apurados por organização criminosa, adulteração de sinal identificador e furto qualificado pelo uso de chave falsa e pela interestadualidade.

Imagem da matéria: Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Imagem da matéria: Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Material cedido ao Metrópoles
Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás
Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás · Imagem: Source: www.metropoles.com
Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados
Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados · Imagem: Source: www.metropoles.com
A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026
A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026 · Imagem: Source: www.metropoles.com
Imagem da matéria: Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Imagem da matéria: Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil
Império da Hilux: grupo negociava carros na área rural por até R$ 20 mil · Imagem: Source: www.metropoles.com