O ex-vice-líder do governo no Senado e investigado pela PF (Polícia Federal) na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o senador Weverton Rocha (PDT) não foi reeleito para mais um mandato no Maranhão. Ele estava na Casa Alta desde 2019. Segundo relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, apurações da PF apontam que o parlamentar estaria envolvido no esquema criminoso de descontos indevidos em contas de aposentados e pensionistas do INSS. Por meio de uma rede de terceiros e empresas de fachada, Rocha seria o beneficiário econômico oculto de operações financeiras, formulando demandas, indicando beneficiários, cobrando repasses e gerindo investimentos em imóveis. Entre as evidências apontadas pela corporação, está a negociação de um imóvel residencial em bairro nobre de Brasília, avaliado em R$ 6 milhões. A propriedade foi registrada em nome da empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, pertencente a Willer Tomaz, que foi alvo de busca e apreensão nesta terça.Willer, por sua vez, é indicado pela PF como um articulador da estrutura externa de suporte aos envolvidos no esquema e, especialmente, a Rocha, que seria o beneficiário final. Segundo o relatório, empresas, aeronaves privadas, pilotos, funcionários e interlocutores associados a Willer funcionavam como “um verdadeiro hub” colocado à disposição do senador para a movimentação e gestão de recursos.O senador maranhense Weverton Rocha foi alvo no dia 18 de dezembro de um mandado de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. No relatório da PF, o parlamentar é descrito como “liderança e sustentáculo” da organização criminosa comandada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo a PF, o senador teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos e “viabilizado” o enriquecimento dele. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) se disse inocente em declaração à imprensa após ser alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal como parte da operação Sem Desconto, que investiga os desvios de aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “A verdade prevalecerá”, destacou.Weverton afirmou que não há provas do envolvimento dele com os crimes e disse que colabora com as investigações. “A decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que me vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares”, disse.A PF fez buscas na casa do senador e chegou a pedir sua prisão preventiva, que foi negada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, após recomendação do MPF (Ministério Público Federal), que acredita não haver evidências de vínculo direto entre o parlamentar e os crimes cometidos. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp






