Ompax spatuloides foi uma fraude científica da ictiologia; uma falsa espécie de peixe "descoberta" no nordeste da Austrália (Queensland; cujo habitat é citado como "um único poço de água no Rio Burnett") em agosto de 1872 e classificada por Francis de Laporte de Castelnau, em 1879, no texto "On a new ganoïd fish from Queensland"; publicado nos Proceedings of the Linnean Society of New South Wales 3(3), páginas 164-165.

História O "peixe", da cor do mogno, foi uma brincadeira perpetrada por pessoas na estação de Gayndah, Queensland, que o prepararam juntando a cabeça de um peixe pulmonado, o corpo de uma tainha e a cauda de uma enguia (e, presumivelmente, o bico de um ornitorrinco); o servindo cozido para Karl Theodor Staiger, diretor do Museu de Brisbane, que, antes de comê-lo, pediu ao então inspetor rodoviário que elaborasse uma ilustração, enviada junto a uma descrição para Francis de Laporte de Castelnau (citando ter sido trazido por aborígenes de uma distância de cerca de oito a dez milhas); o seu nome sendo incluído em diversos catálogos de peixes, de 1881 a 1929, ano em que o cientista especializado em peixes do Museu Australiano, Gilbert Whitley, desmascarou a farsa de "uma das piadas mais pitorescas da história científica"; havendo também a história de um relato anônimo, em 1930 aparecendo em um jornal de Sydney, contando como o "peixe" havia sido construído com partes de outros animais.

Referências