A Revolta Iraniana de 1952, mais conhecida como a Revolta de 21 de Julho (persa: قیام ۳۰ تیر, Qiyam-e Si-ye Tir [qiˈʔɒːme siː je tiːr]) dentro do Irã(o), foi uma revolta popular significativa que culminou em 21 de julho de 1952, apenas cinco dias após a renúncia do primeiro-ministro iraniano Mohammad Mosaddegh.

Em 16 de julho de 1952, durante a aprovação real de seu novo gabinete, Mosaddegh afirmou o direito constitucional do Primeiro-Ministro de nomear o Ministro da Guerra e o Chefe do Estado-Maior, poder que anteriormente havia sido exercido pelo Xá. O Xá recusou, vendo isso como uma tentativa de Mosaddegh de fortalecer seu controle sobre o governo às custas da monarquia. Em resposta, Mosaddegh renunciou e apelou diretamente ao público por apoio, declarando que "na situação atual, a luta iniciada pelo povo iraniano não pode ser levada a uma conclusão vitoriosa." O político veterano Ahmad Qavam (também conhecido como Ghavam os-Saltaneh) foi nomeado novo Primeiro-Ministro do Irã(o). No dia de sua nomeação, anunciou planos de retomar as negociações com os britânicos para resolver a disputa do petróleo, revertendo a política de Mosaddegh. Em resposta, a Frente Nacional, junto com vários grupos nacionalistas, islamistas e socialistas — incluindo o Partido Tudeh — convocou protestos, o assassinato do Xá e de outros realistas, greves e manifestações em massa em apoio a Mosaddegh. Grandes greves eclodiram em todas as principais cidades do Irã, com o Grande Bazar de Teerão sendo fechado. Mais de 250 manifestantes em Teerão, Hamadã, Ahvaz, Isfahan e Kermanshah foram mortos ou gravemente feridos. No quarto dia de manifestações em massa, o aiatolá Abol-Ghasem Kashani instou o povo a lançar uma "guerra santa" contra Qavam. No dia seguinte, Si-ye Tir (dia 30 de Tir no calendário iraniano e 21 de julho no calendário gregoriano), os comandantes militares retiraram suas tropas para os quartéis, preocupados com o possível impacto em sua lealdade, e deixaram Teerã sob o controle dos manifestantes. Alarmado com a agitação, o Xá solicitou a renúncia de Qavam e reconduziu Mosaddegh para formar um novo governo, dando-lhe o controle do Ministério da Guerra, como havia exigido anteriormente. O xá perguntou se deveria abdicar, mas Mosaddegh recusou.

Bibliografia Abrahamian, Ervand (1982). Iran Between Two Revolutions. Princeton University. doi:10.2307/j.ctv1fkgcnz. ISBN 9780691101347. Kinzer, Stephen (2003). All the Shah's men: an American coup and the roots of Middle East terror. Hoboken, N.J.: John Wiley & Sons. ISBN 978-0471265177. Collier, David R. (2017). "Mossadegh and the Anglo-Iranian Oil Crisis". Democracy and the Nature of American Influence in Iran, 1941-1979. Syracuse University Press. ISBN 9780815635123.

Referências