1730 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1730, marcado pela promulgação do primeiro regimento para os diamantes, pela consolidação do controle régio sobre as jazidas do Tijuco e pela continuação da exploração aurífera nas capitanias do interior.
Contexto político e administrativo Dom Lourenço de Almeida prosseguia no governo da Capitania de Minas Gerais, enquanto o vice-rei conde de Sabugosa administrava o Estado do Brasil com sede no Rio de Janeiro. Em 1730, dom Lourenço enviou formalmente à Corte uma caixa de diamantes e o proprietário das lavras, Bernardo da Fonseca Lobo, concluindo o processo de oficialização da descoberta iniciado em 1729. Após receber as primeiras amostras, o rei dom João V promulgou, ainda em 1730, o primeiro regimento para os diamantes brasileiros. O regimento instituía o chamado regime realengo, declarando o diamante propriedade real e estabelecendo as primeiras normas de exploração e tributação das jazidas.
Diamantes e economia colonial O primeiro regimento para os diamantes de 1730 inaugurou uma nova fase na economia colonial. Entre 1729 e 1734, a exploração seria aberta a todos que tivessem escravos e capital, mediante o pagamento de uma taxa de capitação por escravo empregado nos serviços de extração. A taxa seria progressivamente elevada para dificultar o acesso às lavras e aumentar a arrecadação régia. A região do Arraial do Tijuco transformava-se rapidamente. O fluxo de mineradores, comerciantes, escravizados e aventureiros criava uma sociedade de grande contraste social: de um lado, mineradores ricos que financiavam festas e luxos; de outro, a massa de escravizados que realizava o trabalho bruto de extração nos leitos dos rios.
Igreja Católica Em 1730, a estrutura eclesiástica das Minas Gerais continuava a crescer. As irmandades religiosas multiplicavam-se, e os templos construídos com recursos das vilas mineradoras tornavam-se cada vez mais ornamentados. O barroco mineiro, que atingiria seu apogeu nas décadas seguintes, tinha suas raízes nesse período de prosperidade aurífera, quando o excedente econômico era frequentemente canalizado para a construção e decoração de igrejas. O ouro brasileiro continuava a financiar obras religiosas em Portugal. A construção do Convento de Mafra, iniciada em cumprimento de voto do rei dom João V, avançava com recursos provenientes das Minas Gerais, sendo uma das maiores obras arquitetônicas do reinado joanino.
Ver também 1729 no Brasil 1731 no Brasil Diamantina
Referências
Ligações externas Ouro e Diamantes na Colônia Americana — Arquivo Nacional Cronologia do Período Colonial — Arquivo Nacional