Renato Pirani Ghilardi (São Paulo – SP, 15 de setembro de 1974) é um paleontólogo brasileiro, que tem atuado em defesa do patrimônio fossilífero do Brasil, denunciando e combatendo o tráfico de fósseis no país. Ele também tem coletado fósseis na Antártida, para estudos sobre o clima com o objetivo de entender as mudanças climáticas.
Biografia Ghilardi atuou por dez anos no ensino médio e em cursos preparatórios para vestibulares, além de ter lecionado na Universidade Paulista (UNIP). Na UNESP, além do ensino de graduação, é professor do programa de pós-graduação em Biodiversidade das unidades de Assis e Bauru, ministrando a disciplina Tafonomia e Geomorfologia como ferramenta em interpretações paleoambientais. Desde 2007, coordena o Laboratório de Paleontologia de Macroinvertebrados (LAPALMA), da UNESP, no qual desenvolve pesquisas sobre sistemática, tafonomia, biogeografia e paleoecologia de macroinvertebrados. Ghilardi é coordenador dos grupos de pesquisa CNPq Palaios – Paleontologia Estratigráfica e Grupo de Estudos em Direito Internacional, Política e Cultura do Oriente Médio e pesquisador colaborador de vários outros, entre os quais o Conservation Paleobiology Research Group, Paleoinvertebrados do Fanerozoico da América do Sul e Antártica; Paleontologia do Mato Grosso e Actuopaleontology and Macroevolution of Paleoinvertebrates Research Group. Ele foi presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia entre 2017 e 2021 e é seu vice-presidente desde 2022.
Formação Ghilardi é graduado em Ciências Biológicas pela UNESP, campus de Botucatu (1995), com título de bacharel. Obteve o título de mestre, em 1999, pela Universidade de São Paulo (USP), com a dissertação Paleoautoecologia dos Bivalves do Grupo Passa Dois (Neopermiano), no estado de São Paulo: bivalves fósseis como indicadores da dinâmica sedimentar, com a orientação de Marcello Guimarães Simões. Em 2004, obteve o título de doutor em Geociências (Geologia Sedimentar), também pela USP, com pesquisas voltadas à tafonomia, paleoecologia e paleoautoecologia de bivalves e trilobitas em formações geológicas da Bacia do Paraná, que resultaram em sua tese Tafonomia comparada e paleoecologia dos macroinvertebrados (ênfase em trilobites), da Formação Ponta Grossa (Devoniano, Sub-bacia Apucarana), Estado do Paraná, Brasil, com o mesmo orientador. Mais tarde, em 2012, obteve título de especialista em Paleontologia concedido pelo Conselho Regional de Biologia da 1a Região. Em 2016, concluiu a graduação em Filosofia pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Também possui especialização lato sensu em Tanatologia pela Universidade Santa Cecília.
Produção científica Ghilardi é autor e co-autor de cerca de uma centena de artigos científicos sobre suas linhas de pesquisa e autor e co-autor de mais de 200 resumos apresentados em eventos nacionais e internacionais. Ele também tem atuado na orientação de alunos de graduação em iniciação científica e alunos de pós-graduação em mestrados e doutorados além de ser organizador de diversas obras acadêmicas e de divulgação científica, incluindo:
Tafonomia como Ferramenta para Interpretações Paleoambientais. Paleontologia de Invertebrados – O Legado Brasileiro.
Projetos e extensão universitária É idealizador e coordenador de projetos de extensão voltados à divulgação científica e à formação de professores de Ciências e Biologia. Participa do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e de atividades com escolas da rede pública, promovendo o ensino de evolução e paleontologia de forma acessível. Ghilardi participou ainda da elaboração da Plataforma Lund, uma iniciativa interinstitucional voltada ao mapeamento, integração e valorização dos acervos e coleções paleontológicas brasileiras.
Ver também Paleontologia Tafonomia Sociedade Brasileira de Paleontologia
Referências