Lula (PT) foi reeleito Presidente da República no segundo turno das eleições deste domingo, 25

26 out 2026 - 05h00

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- Por: Beatriz Araujo

Em festa na Av. Paulista, Lula diz que deve vitória à 'juventude rebelde' e às mulheres do Brasil:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito Presidente da República neste domingo, 25, e seguirá para o seu quarto mandato. Apesar do feito inédito de ganhar de virada no segundo turno, a vitória de Lula não significa necessariamente que ele terá um mandato calmo e pacífico. O petista terá que lidar com um Congresso mais voltado à direita e, também, seguir com articulações em meio a um centrão enfraquecido e à crise que atravessa o Supremo Tribunal Federal.

“Apesar de uma vitória, a gente pode ter saído das urnas com um vencedor que não vai ganhar muito. Por quê? Porque a gente está num cenário onde um presidente minoritário tem muitas dificuldades de governar”, aponta Flávia Bozza, cientista política da ESPM.

Imagens aéreas mostram multidão na Avenida Paulista para celebrar reeleição de Lula:

A cientista política explica que quando um presidente não possui a maioria do Congresso como aliados, muitas vezes ele busca uma agenda próxima do centro do Congresso, onde talvez não vá precisar fazer tantas concessões. “O que não tem sido o caso, tanto nesse governo que o Lula encerra agora nesse ano, quanto pode ser o que a gente vai encontrar também saído das urnas ao calcularmos o tamanho das bancadas.”

“Um presidente que não tem apoio no Congresso é um presidente mais fragilizado, é um presidente que tem que abrir concessões com as quais ele não estaria em situações contrárias, nem um pouco disposto a abrir. Então, o que se tem, apesar da vitória do Lula, é um contexto em que não tenha dúvidas que vai ser difícil governar”, explica Bozza.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante discurso na Paulista após ser reeleito

Foto: Reprodução/Globo

Ela aponta que há uma nova formulação do Congresso, onde quem sai perdendo não é a esquerda – e sim o centrão. “É como se a direita, e a extrema direita em especial, tivessem fagocitado os partidos do centrão. E contudo, esses partidos do centrão, eles continuam ali com a ideia de governar junto com alguém”.

Em paralelo, há o fator do perfil conciliador de Lula. “Eu acredito que essa capacidade dele de conciliar também vai ser expressa na sua forma de governar nesse quarto mandato”, aponta. Em paralelo, também haverá a preocupação com relação ao legado que ele deixará.

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Governabilidade

Sérgio Simoni Jr., professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), avalia que estes fatores podem tornar o próximo mandato de Lula mais difícil do que foi o atual, onde ele já enfrentou problemas com relação a governabilidade

“O presidente hoje tem menos influência, menos poder do que teve no passado, para liderar o processo decisório. Não acho que ele é secundário, o Executivo ainda é mais poderoso, mas ainda assim é menos poderoso do que foi no passado”, avalia.

- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista

Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
- Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Apoiadores de Lula (PT) fazem festa na Avenida Paulista, em São Paulo, após a reeleição do petista
Foto: WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Já sobre o Supremo, a crise deve se manter, aponta. Para ele, o governo Lula deve atuar para minimizar a crise, mas isso deve ocorrer “aos trancos e barrancos” em meio ao desgaste do assunto.
Outro ponto que irá acompanhar Lula neste novo governo é com relação à sua sucessão. “Sempre é motivo de brigas internas em partidos quando você a sucessão está em aberto [...] O PT e os aliados vão ter que lidar com essas desavenças e tentar minimizá-las para não atrapalhar todo o governo”, pontua Sérgio.
Fonte: Portal Terra
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